Mesmo com pandemia, vendas de imóveis caem apenas 2,2% no primeiro semestre de 2020 em relação a 2019

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Número de unidades lançadas no primeiro semestre de 2020 foi 43,9% menor que no ano anterior. No mesmo período, vendas subiram nas regiões Sul, Norte e Nordeste. Previsão é de aumento substancial em lançamentos no 2º semestre.

Brasília, 24/8/2020 – O Brasil registrou uma queda de 16,6% nas vendas de imóveis residenciais novos (apartamentos) no 2º trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior. Embora as incertezas por causa da pandemia de covid-19 tenham interrompido uma tendência de crescimento que vinha desde janeiro de 2018, os impactos no mercado foram menores que os estimados anteriormente. Na comparação entre o 1º semestre de 2020 e o 1º semestre de 2019, as vendas caíram apenas 2,2%.

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Os números fazem parte do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2020. Realizado desde 2016 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), o trabalho é divulgado durante coletiva de imprensa online nesta segunda-feira (24/8), com os dados coletados e analisados de 132 municípios, sendo 19 capitais, de Norte a Sul do Brasil. Algumas cidades foram analisadas individualmente ou dentro das respectivas regiões metropolitanas.

Enquanto as vendas sofreram quedas leves, houve grande diminuição no número de lançamentos. Adiamentos em função da pandemia levaram a uma queda de 43,9% no número de lançamentos no 1º semestre de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019.

Previsão

Para a CBIC, a previsão é de um aumento substancial nos lançamentos no 2º semestre. Com as vendas praticamente estabilizadas e os lançamentos muito reduzidos no 1º semestre, em função do que foi adiado por conta da pandemia, a expectativa é que agora as empresas lancem aquilo que foi represado nos últimos meses.

Lançamentos

No 2º trimestre de 2020, os lançamentos de imóveis (16.659 unidades) apresentaram uma queda de 60,9% na comparação com o 2º trimestre de 2019. Houve redução no número de unidades lançadas em todas regiões. A maior queda foi observada na região Norte (660 unidades), com 73,3% menos lançamentos que no 2º trimestre de 2019, seguida pelo Nordeste, com diferença de 70,0% (3.244 unidades). A região Sudeste teve variação negativa de 68,3% (18.238 unidades).

No comparativo de lançamentos do 1º semestre de 2020 (37.596 unidades) com o 1º semestre de 2019 (67.034 unidades), houve queda geral de 43,9%. A maior diferença foi no Nordeste, com 6.690 unidades a menos ou 60,1% menos lançamentos que no mesmo período de 2019.

Vendas

No país todo, as vendas apresentaram uma queda de 23,5% no 2º trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas regiões Norte e Nordeste praticamente não houve variação, com -0,5% e +0,1%, respectivamente. Na região Sul, houve variação positiva de 5,0% (333 unidades). As regiões mais afetadas foram a Sudeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 39,3% menor (9.321 unidades a menos), e Centro-Oeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 22,9% menor (947 unidades a menos),

No 1º semestre de 2020, houve queda de 2,2% no número de unidades vendidas em todo o país, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior variação positiva foi observada na região Sul, com aumento de 15,1% no número de unidades vendidas. No mesmo período, as vendas também cresceram nas regiões Norte (10,3%) e Nordeste (6,2%). A maior queda foi observada na região Centro-Oeste, com -12,8%, seguida pelo Sudeste, com variação negativa de 9,6%.

Com as vendas superiores aos lançamentos, a oferta final no 2º trimestre de 2020 apresentou uma queda de 8,7% em relação ao trimestre anterior, a primeira diminuição desde o segundo trimestre de 2019. Na comparação com o 2º trimestre de 2019, houve uma queda de 7,1% na oferta final no 2º trimestre de 2020.

Minha Casa Minha Vida

O estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º Trimestre de 2020 também analisou a participação do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) nas unidades lançadas e nas unidades vendidas por região brasileira. A representatividade do MCMV sobre o total de lançamentos, no período, foi de 55,6%. Sobre o total de vendas, essa participação foi de 56%.

Vendas Online

Na avaliação das empresas, no segundo trimestre de 2020 as vendas online supriram o fechamento dos pontos de venda. De abril a junho, mesmo com parte dos stands fechados em praticamente todo o país em função da pandemia de covid-19, as vendas foram mantidas. Em 32,5% dos locais pesquisados, foi observado aumento nas vendas.

AGÊNCIA CBIC

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