Página inicial Mercado Imobiliário Mais de 80% dos jovens brasileiros querem trabalhar na economia verde

Mais de 80% dos jovens brasileiros querem trabalhar na economia verde

Pesquisa da Accenture aponta que 88% dos jovens de 15 a 39 anos desejam ingressar na economia sustentável e mostra como as empresas podem se adaptar a esse novo perfil

No Brasil, 88% dos jovens entre 15 e 39 anos querem trabalhar na chamada economia verde, independentemente do setor, nos próximos dez anos. Metade deles espera que isso ocorra em até cinco anos. Os dados são da pesquisa “Os jovens buscam economia verde”, divulgados pela consultoria global Accenture. Eles revelam, em boa medida, o processo de transformação pelo qual as empresas estão passando ou terão de passar para se manterem relevantes, rentáveis e atrativas para os jovens profissionais.

O desafio está longe de ser trivial e conquistar sucesso nessa empreitada ocorrerá na medida em que as empresas se tornam ambientalmente responsáveis e criam postos de trabalho focados nas novas demandas da sociedade. Esse é um caminho sem volta. Para se ter ideia, uma publicação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que até 2030, 7,5 milhões de empregos vão desaparecer na América Latina por conta das mudanças nos setores e da digitalização das indústrias. No entanto, mostra um enorme potencial de crescimento de oportunidades de trabalho – 22,5 milhões – ligadas à construção de infraestrutura verde e à criação de soluções tecnológicas limpas. Só no Brasil serão mais de 1 milhão para funções altamente especializadas, além de 8 milhões para categorias de baixo perfil e especialização média.

E quais serão os empregos inovadores da economia verde? Segundo a Accenture, 30 líderes seniores e executivos intelectuais da Ásia e no Pacífico listaram os seguintes:

As profissões do futuro

Engenheiro de biocombustível – estuda combustíveis derivados de plantas

Engenheiro agrônomo de biodinâmica – analisa como o movimento de energia, estrelas e lua impacta a agricultura e as plantas

Engenheiro de biopolímeros – combina ciência marinha com polímeros para soluções plásticas alternativas

Nanotecnologista – usa nanotecnologia e materiais nano para soluções sustentáveis, como baterias, por exemplo

Desenvolvedor de software verde – desenvolve programas que podem ser aplicados a empregos verdes e iniciativas verdes

Tecnólogo ambiental – explora tecnologias ambientais como materiais, embalagens sustentáveis e mais

Tecnólogo agrônomo – converge os domínios de agricultura e tecnologia para aumentar a produtividade

Engenheiro de energia IA – introduz inteligência artificial em soluções de energia

Accenture — Foto: Divulgação

Accenture — Foto: Divulgação

Processo de transformação

Muitas empresas estão sinalizando seu compromisso com a sustentabilidade. Um estudo realizado pela Accenture a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que 51% dos CEOs da América Latina dizem priorizar a adoção de metas de sustentabilidade alinhadas com a Agenda 2030 (redução de 50% da emissão de gases de efeito estufa). Mas como transformar boas intenções em realidade?

O estudo da Accenture intitulado “Moldando Organizações Sustentáveis” sugere uma mudança profunda de mentalidade, cultura e valores para fortalecer o DNA verde. Segundo a consultoria, esse “código genético” seria composto por cinco blocos estruturantes.

O primeiro é o de inclusão, que foca em dignidade humana e empatia. O segundo é baseado em emoção e intuição, a partir da promoção do diálogo aberto e do desenvolvimento de resiliência entre os colaboradores. O terceiro, missão e propósito, diz respeito à conduta ética e a inserção do propósito da empresa em todas as suas atividades. Em seguida está tecnologia e inovação, ligada à adoção de tecnologias emergentes livres de efeitos colaterais e a promoção da cidadania. Por último vem intelecto e insight, que visa à cultura de aprendizagem e a criação e a análise de métricas detalhadas.

Ainda segundo a consultoria, as empresas que prioritariamente devem incorporar o DNA sustentável são as que causam maior impacto adverso e, portanto, são menos atrativas aos novos profissionais. Indústria química, de mineração, utilities e energia são algumas das mais visadas. Tanto que apenas 2% das pessoas com esse novo perfil têm preferência por trabalhar no setor de metais e mineração. Para muitas delas, a solução pode estar em criar empresas verdes no setor, enquanto administram o legado das anteriores até reduzir drasticamente seu impacto ambiental.

O passo seguinte é criar empregos verdes para impulsionar a inovação. Isso porque profissionais com mentalidade sustentável trarão um novo olhar para os desafios da empresa, encontrando soluções verdes e inovadoras para suas demandas.

Finalmente, é preciso que todos os colaboradores participem da transformação, incluindo de baixo perfil e especialização média. Como nesses casos o trabalho requer mais características vocacionais do que qualificação avançada, as empresas podem aproveitar a oportunidade para realizar formações e atualizações focadas na economia verde. Com isso, a estratégia verde da companhia é difundida entre todos os colaboradores, tornando o processo de transformação estrutural.

TOPO

Por Accenture

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