Inflação tem alta para todas as faixas de renda em julho, diz Ipea

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É o terceiro mês consecutivo que a fatia de famílias de renda mais baixa sofre com elevação maior de preços.

A inflação voltou a subir para todas as faixas de renda no mês de julho, segundo sondagem mensal divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda do Ipea estabelece índices de preços para cestas de consumo de grupos separados por renda. É o terceiro mês consecutivo que a fatia de famílias de renda mais baixa sofre com elevação maior de preços. (Veja abaixo os resultados para cada grupo)

O grande motor de reajuste de preços foi o grupo “habitação”, com destaque para as tarifas de energia elétrica em alta de 7,88%.

“Adicionalmente, a manutenção da trajetória de alta do petróleo, combinada com a leve desvalorização cambial, gerou, pelo 14º mês consecutivo, uma elevação no preço do gás de botijão, cuja variação de 4,17% em julho pressionou ainda mais o grupo habitação”, diz o estudo.

Nas camadas mais altas de renda pesaram mais os preços de transportes, em especial pela alta de 1,6% da gasolina e de 35,2% em passagens aéreas. O transporte por aplicativo também ficou mais caro, com aumento de 9,4% no mês.

Inflação comparada ao mês anterior

  • Renda muito baixa (até R$ 1.650,50): 1,12%
  • Renda baixa (de R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09): 1,07%
  • Renda média-baixa (de R$ 2.471,09 a R$ 4.127,41): 1,01%
  • Renda média (de R$ 4.127,41 a R$ 8.254,83): 0,89%
  • Renda média-alta (de R$ 8.254,83 a R$ 16.509,66): 0,78%
  • Renda alta (acima de R$ 16.509,66): 0,88%

Inflação em 12 meses

  • Renda muito baixa (até R$ 1.650,50): 10,05%
  • Renda baixa (de R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09): 9,80%
  • Renda média-baixa (de R$ 2.471,09 a R$ 4.127,41): 9,59%
  • Renda média (de R$ 4.127,41 a R$ 8.254,83): 8,79%
  • Renda média-alta (de R$ 8.254,83 a R$ 16.509,66): 7,82%
  • Renda alta (acima de R$ 16.509,66): 7,11%

O Ipea informa ainda que, de uma maneira geral, a alta inflacionária em 2021 é pior que no ano passado em virtude do comportamento de subida de preços em sete dos nove grupos de bens e serviços que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“De fato, à exceção dos grupos artigos de residência e saúde e cuidados pessoais, todos os demais apresentaram taxas de crescimento de preços maiores este ano”, diz o relatório.

Por G1

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