Industrialização e Integração: avanços na indústria da construção

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A busca por soluções inovadoras e eficientes tem se mostrado cada vez mais necessária em todos os setores, inclusive na construção. Diante disso, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promoveu debate durante o 96º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), para discutir a importância da industrialização e integração da cadeia produtiva como processos fundamentais para o desenvolvimento do setor.

A industrialização e a integração da cadeia produtiva são consideradas elementos-chave para impulsionar a atividade, permitindo a redução de custos, o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade dos projetos e obras, além de contribuir para a sustentabilidade do setor. Essas temáticas foram amplamente discutidas durante o evento, trazendo à tona a necessidade de uma abordagem mais moderna e tecnológica na indústria da construção.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o tema vem sendo cada vez mais discutido entre diversos setores que envolvem a cadeia produtiva. “Com esse diálogo, estamos buscando cada vez mais reunir todos num movimento chamado ‘Construção é mais’. E por que Construção é mais? Porque é mais dignidade, saúde, emprego, vida, felicidade, construção sempre é mais”, destacou, ao completar dizendo que a industrialização é um grande caminho para se avançar e que essa união de cadeia é importante. 

A presidente-executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC), Íria Doniak, destacou a importância da industrialização para a construção no Brasil. Segundo ela, é fundamental que o setor invista cada vez mais na adoção de métodos construtivos industrializados. “Pois isso proporciona ganhos expressivos em termos de prazos, qualidade e produtividade”, afirmou.

Para Íria, a industrialização contribui para a redução do desperdício de materiais e a diminuição do impacto ambiental das obras. “Por isso, é indiscutível que o Brasil precisa se industrializar mais”, pontuou. 

Lucien Belmonte, presidente executivo da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (ABIVIDRO), enfatizou a importância de a construção civil adotar práticas mais eficientes com maior qualidade. Belmonte afirmou que a utilização de materiais de construção inovadores e a implementação de processos produtivos eficientes são fundamentais para garantir a durabilidade e a segurança das edificações. “A construção civil deve buscar constantemente a melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos, alinhando-se com as tendências tecnológicas e as demandas do mercado”, disse o presidente da ABIVIDRO.

Para ele, o setor precisa trabalhar em duas frentes para se ter uma construção mais eficiente e de melhor qualidade: norma técnica e conformidade técnica e fiscal. “Essa é a maior garantia que um consumidor final pode ter. A gente tem que tomar cuidado e tem que trabalhar sim, insistentemente, com qualidade”, explicou Belmonte.

Trazendo a discussão sobre a automatização e a industrialização no setor, Felipe Gattera, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL), trouxe o olhar do seu ramo e ressaltou que a adoção de processos automatizados na fabricação de esquadrias e outros componentes da construção civil traz benefícios significativos, como a redução de erros, a padronização dos produtos e a otimização da mão de obra. 

“Precisamos sair da idade da pedra e incentivar a automação industrial, pois é um caminho promissor para aprimorar a eficiência e a produtividade nas obras”, disse Gattera. 

O presidente da AFEAL ainda destacou que a modernização e a adoção de novas tecnologias são essenciais para enfrentar os desafios atuais e garantir a competitividade das empresas brasileiras no mercado global.

Finalizando o painel, o presidente da Associação Brasileira do Drywall, Luiz Antonio Martins Filho, ressaltou a importância do setor para o desenvolvimento do país, afirmando que “não é possível evoluir em nenhum país sem uma construção civil pujante e eficiente”.

Trazendo o exemplo de seu setor, ele destacou que o drywall, sistema construtivo baseado em placas de gesso acartonado, é um exemplo de solução inovadora que contribui para a industrialização e a sustentabilidade na construção. Segundo Martins Filho, o drywall oferece maior agilidade, versatilidade e redução de desperdícios. “É um sistema construtivo que se encaixa perfeitamente na busca por maior eficiência e qualidade na indústria da construção”, finalizou. 

O 96º Enic foi realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), contou com a parceria da FEICON; o apoio do Sesi e do Senai; e teve o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sebrae, Mútua, Zigurat, Totvs, Mais Controle, CV, Sienge, Orçafascio, Kone, PhD Engenharia, Alto QI, Acate, Brain e Ingevity.

AGÊNCIA CBIC

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