Desburocratização, digitalização e industrialização são eixos do Projeto Construa Brasil

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A live semanal “Quintas da CBIC”, promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), abordou o Projeto Construa Brasil, nesta quinta-feira (14). A iniciativa visa a desburocratização, a digitalização e a industrialização do setor da construção, para promover a melhoria do ambiente de negócios e a geração de empregos.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o projeto é uma política de Estado, não uma ação de governo. “Esse projeto interfere na vida de todo mundo. É uma cultura que a gente precisa implantar no Estado brasileiro e depende de nós, sociedade civil organizada, cobrarmos que as coisas não tenham uma descontinuidade”, disse. 

O Projeto, nascido com o diálogo entre setores público e privado, é firmado sob três eixos: desburocratização, digitalização e industrialização, subdividido em 8 metas e 29 submetas. De acordo com a secretária de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços do Ministério da Economia, Glenda Bezerra Lustosa, as metas apresentadas foram desenhadas pensando no atendimento do setor. “O setor da construção civil é muito importante para o país, gerador de empregos, e carece de avanços e modernização”, apontou.

A necessidade de implementação, principalmente quando abordado o tema Building Information Modeling (BIM), abrange não apenas as grandes empresas, segundo o presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat/CBIC), Dionyzio Klavdianos. “A experiência que nós temos com o pequeno é que ele está abraçando essas novidades, e o BIM está servindo, inclusive, para turbinar o processo de gestão, que já existia há décadas e que precisava desse complemento da tecnologia para implementação”, explicou. 

O Construa Brasil é um conjunto de demandas e atividades que já vêm sendo desenvolvidas por vários agentes do setor, de acordo com a gestora das áreas de Mercado Imobiliário e Habitação de Interesse Social da CBIC, Alessandra Lacerda. “Não estamos falando só de plataformas digitais, mas de uma gestão de fluxo, de procedimentos que precisam ser implementados dentro das próprias prefeituras”, exemplificou. “São ações complementadas para fazer todo o desenvolvimento do setor em uma cadeia completa”, concluiu.

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