Crise hídrica: boas práticas são aliadas à preservação da água para as próximas gerações

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Especialistas alertam que a economia da água deve partir de todos as frentes, como doméstica, agronegócio, indústrias e entre outros.

Moradores, trabalhadores, proprietários, produtores rurais. Especialista falam que a preservação da água é de responsabilidade de todas as pessoas, sejam elas pertencentes a qualquer grupo econômico.

A crise hídrica não afeta apenas a economia doméstica, mas muitos setores produtivos que influenciam em âmbito geral, de acordo com o economista Michel Constantino. O especialista deixa claro:

“Se a crise hídrica, se concretizada, vai impactar diretamente na economia, principalmente nos custos de produção. Os setores das bebidas, alimentação, celulose, o agronegócio e outros. Estes setores utilizam muita água na produção, faltando água, isso pode afetar diretamente na redução da oferta e custos de produção, assim elevando os preços”, pontuou.

O agronegócio é um dos setores que vem sofrendo com a falta de água. Os reflexos já se tornam visíveis no campo. Pelo menos 35% das lavouras de milho em MS apresentam condições ruins, foi o que apontou um levantamento feito pelo Sistema de Inteligência e Gestão do Agronegócio (Siga-MS).

O presidente do sindicato rural de Dourados (MS), Ângelo Ximenes, destaca que Mato Grosso do Sul é um estado muito rico em água, mas por outros lados, possui “poucas localidades com área irrigada”, assim, ocasionando uma produtividade menor na agricultura sul-mato-grossense.

Diante do cenário crítico, um apelo é nítido: “temos que cuidar dos recursos hídricos”. O pesquisador da Universidade do Rio de Janeiro e especialista no assunto, Marcos Freitas, esclarece que mesmo com os grande mananciais de água que Mato Grosso do Sul possui, os setores não devem deixar de ter consciência no consumo.

“Nós devemos colocar de fato, a restruturação do uso de água, Em Mato Grosso do Sul temos o aquífero Guarani, mas não temos uma rede de medição que acompanha a água subterrânea. Então, podemos ter um momento que água possa vir a faltar, pois não sabemos o nível que está nas regiões importantes”, revelou Freitas.

Por TV Morena

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