Operadoras prometem gestão de saúde 360 graus por aplicativo. No entanto, contratação exige análise de preços e cobrança de copartipação em consultas e atendimento no pronto socorro.
Contratar um plano de saúde no Brasil é um desafio. Na simulação de serviços, nem sempre é possível equilibrar boa cobertura, com atendimento de qualidade e mensalidade acessível.
Para atender os clientes insatisfeitos com as operadoras de saúde tradicionais, startups tentam ganhar o mercado criando planos de saúde digitais. Desde o ano passado, elas já receberam aportes financeiros que ultrapassaram a casa dos R$ 500 milhões
Entre as empresas que atuam neste segmento estão QSaúde e Alice, que são individuais para pessoa física, e Sami, destinada a pessoas jurídicas.
Os planos de saúde digitais prometem uma gestão de saúde 360 graus por aplicativo, com preparadores físicos, psicólogos e até nutricionistas. E para atendimento geral, resgatam o papel do médico de família. São eles que indicam, por aplicativo, a necessidade de ida a pronto socorro ou agendamento com especialistas.
Esse serviço, contudo, requer atenção: alguns planos cobram copartipação se o paciente for ao hospital ou agendar consultas sem a liberação do médico de família.
Além disso, os planos digitais nem sempre são mais baratos — há opções de entrada a partir de R$ 246 para pessoas de até 18 anos. A vantagem está em serem individuais [no caso da QSaúde e da Saúde] e regulamentos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Para explicar aos usuários como funcionam os planos digitais, o G1 convidou o planejador financeiro e corretor de saúde Marlon Glaciano para este episódio do podcast de Educação Financeira.